terça-feira, 30 de março de 2010

PASSEIO CULTURAL

No dia 23/03, os alunos do 6A, tiveram a oportunidade de fazer um passeio com saída do Colégio São José à igreja Matriz e conhecer de perto a História da cidade. O interesse foi geral! A partir das explicações da profa. Neuza, criadora do projeto, percebia-se em cada olhar a surpresa e a alegria de relacionar cada símbolo, imagem, placas, prédios, etc., com o desenvolvimento desse município. Parabéns, profa. Neuza, por esse belíssimo trabalho e a toda a galerinha pelo interesse e participação...

domingo, 14 de março de 2010

NOVOS ESCRITORES!

Parabéns aos alunos que tiveram seus textos escolhidos! Boa leitura!
Uma invenção nada boa!
Certo dia, Lery, um menino de dez anos, estava pensando em um plano para prejudicar seus amigos. Então, inventou um lápis que quando escrevesse dava choque na pessoa.
Quando Lery chegou na escola, começou a pedir que todos os seus amigos escrevessem na sua agenda o número de telefone com o seu lápis que dava choque.
Um dia, quando chegou a hora do intervalo, Lery foi chamar seus amigos para lanchar, mas nem deu tempo, pois ele saíram.
Assim, ele mesmo se prejudicou e percebeu a importância dos seus amigos.
(Caroline Bacelar - 6o. A)
A Super Máquina
Num belo dia, o doutor Quantum construía a super máquina, quando ele teve uma surpresa: a super máquina, depois de tantos e tantos testes, deu certo e funcionou.
Então, o doutor saiu correndo para falar a seu chefe. Quando chegou lá, perguntou à secretária se poderia entrar no escritório dele. A secretária autorizou sua entrada e, ao entrar apressadamente, disse:
- Doutor "i", a super máquina deu certo. Ela funcionou!
- Que bom doutor. Como é mesmo seu nome? - perguntou o dr. "i"
- Meu nome é Quantum, senhor.
Passaram-se alguns minutos de conversa e os dois foram ver a super máquina.
Chegando lá, o doutor "i" falou:
- Como está bonita a super máquina! Ela se transformou em um belo carro para a guerra!
- Mas, senhor, não é um carro para andar na rua?
- Não. É para eu conquistar o mundo. - respondeu o doutor "i".
Então, no mesmo instante, o doutor Quantum pegou a primeira coisa que viu pela frente e ameaçou machucar o doutor "i". Mas, na hora em que ele se deparou com essa situação, também pegou a primeira coisa que viu pela frente. Depois de lutarem, Quantum deu um golpe que deixou o doutor "i" no chão. Ele voou e bateu a cabeça na quina da mesa.
Assim, Quantum vendeu o título de criação do carro para uma loja, e tudo acabou bem.
Ele percebeu que uma boa invenção nas mãos erradas, pode ter um grande acidente.
(Enzo do Prado Bernardi - 6o. A)
A revolta dos eletrodomésticos
Dr. Wayne estava no laboratório da W. Wayne testando sua nova invenção com seus aparelhos eletrônicos. Há anos estudava uma forma de facilitar a vida das pessoas e ficar milionário. Então, pensou em criar eletrônicos que funcionassem com comando de voz.
Tudo estava correndo bem: liquidificador, televisões, fogão e etc. Até seu carro obedecia a seu comando.
Wayne, entretanto, não estava interessado só em ajudar as pessoas e sim em ficar famoso e ganhar dinheiro. Mas os eletrodomésticos se revoltaram contra ele e queriam destruir o mundo.
Assim, ele ficou pobre e fracassado por causa do dano que sua invenção causou.
(Giovanni Coglioni Ceresa - 6o. A )

sábado, 6 de março de 2010

FITA VERDE NO CABELO

SINOPSE: O livro apresenta uma nova leitura de Chapeuzinho Vermelho, história em que a personagem experimenta sentimentos como a alegria, o desejo, o medo e a solidão.
FITA VERDE NO CABELO
"HAVIA UMA ALDEIA em algum lugar, nem maior nem menor, com velhos e velhas que velhavam, homens e mulheres que esperavam, meninos e meninas que nasciam e cresciam. Todos com juízo, suficientemente, menos uma menininha, a que por enquanto. Aquela um dia, saiu de lá, com uma fita verde inventada no cabelo. Sua mãe mandara-a com um cesto e um pote, à avó, que a amava, a uma outra e quase igualzinha aldeia. Fita-Verde partiu, sobre logo, ela a linda, tudo era uma vez. O pote continuava doce em calda, e o cesto estava vazio, que para buscar framboesa. Daí, que, indo no atravessar o bosque, viu só os lenhadores que por lá lenhavam, mas o lobo nenhum, desconhecido nem peludo. Pois os lenhadores tinham exterminado o lobo. Então, ela mesma era quem se dizia: “Vou à vovó com cesto e pote, e a fita verde no cabelo, o tanto que a mamãe me mandou.” A aldeia e a casa esperando-a acolá, depois daquele moinho, que a gente pensa que vê, e das horas, que a gente vê que não são. E ela mesma resolveu escolher tomar este caminho de cá, louco e longo, e não o outro, encurtoso. Saiu, atrás de suas asas ligeiras, sua sombra, também vindo-lhe correndo em pós. Divertia-se com ver as avelãs do chão não voarem, com inalcançar essas borboletas nunca em buquê nem em botão, e com ignorar se cada uma em seu lugar as plebéinhas flores, princesinhas e incomuns, quando a gente tanto por elas passa. Vinha sobejamente. Demorou, para dar com a avó em casa, que assim lhe respondeu, quando ela toque, toque, bateu: - Quem é? - Sou eu... – Fita - Verde descansou a voz – Sou sua linda netinha, com cesto e pote, com fita verde no cabelo, que a mamãe me mandou. Vai, a avó, difícil disse: - Puxa o ferrolho de pau da porta, entra e abre. Deus te abençoe. Fita-Verde assim fez, e entrou e olhou. A avó estava na cama rebuçada e só. Devia, para falar agagado e fraco e rouco assim, de ter apanhado um defluxo. Dizendo: - Depõe o pote e o cesto na arca, e vem para perto de mim, enquanto é tempo. Mas agora Fita-Verde se assustava além de entristecer-se de ver que perdera sua grande fita verde no cabelo atada, e estava suada, com enorme fome de almoço. Ela perguntou: - Vovozinha, que braços tão magros os seus, e que mãos tão trementes! - É porque não vou poder nunca mais te abraçar, minha neta... – a avó murmurou. - Vovozinha, mas que lábios tão arrocheados! - É porque não vou nunca mais poder te beijar, minha neta...- a avó suspirou. - Vovozinha, e que olhos tão fundos e parados, nesse rosto encovado e pálido? - É porque já não te estou vendo, nunca mais, minha netinha... – avó ainda gemeu. Fita-Verde mais se assustou, como se fosse ter juízo pela primeira vez... Gritou:- Vovozinha, eu tenho medo do Lobo! Mas a avó não estava mais lá, sendo que demasiado ausente, a não ser pelo frio, triste e tão repentino corpo". (ROSA, Guimarães in Fita Verde no Cabelo)

Versão II

ERA UMA VEZ uma menina tão doce e meiga, que todos gostavam dela. A avó, então, a adorava, e não sabia mais que presente dar à criança para agradá-la. Um dia presenteou-a com um chapeuzinho de veludo vermelho. O chapeuzinho agradou tanto à menina, que ela não queria mais saber de usar outro. Não o tirava nem para dormir. Por causa disso, ficou conhecida como Chapeuzinho Vermelho. Certa manhã, a mãe chamou-a e disse: - Chapeuzinho, leve este pedaço de bolo e essa garrafa de vinho para sua avó. Ela está doente e fraca, e isto vai fazê-la ficar melhor. - Vá logo e comporte-se pelo caminho e não invente de correr pela mata. Você pode cair e quebrar a garrafa de vinho, e ele é muito importante para a recuperação de sua avó. Chapeuzinho prometeu que obedeceria sua mãe, e pegando a cesta com o bolo e o vinho, despediu-se e partiu. Sua avó morava no meio da floresta, distante uma hora e meia da vila. Logo que Chapeuzinho entrou na floresta, um Lobo apareceu na sua frente. Como ela não o conhecia nem sabia que ele era um ser perverso, não sentiu medo algum. - Bom dia Chapeuzinho - saudou o Lobo. - Bom dia, Lobo - ela respondeu. - Aonde você vai assim tão cedinho? - Vou à casa da minha avó. - E o que você está levando nessa cestinha - Minha avó está muito doente e fraca, e eu estou levando para ela um pedaço de bolo que a mamãe fez ontem, e uma garrafa de vinho. Isto vai deixá-la forte e saudável. - Chapeuzinho, diga-me uma coisa, onde sua avó mora? - A uns quinze minutos daqui. A casa dela fica debaixo de três grandes carvalhos e é cercada por uma sebe de aveleiras. Você deve conhecer a casa. O Lobo pensou consigo: "Esta tenra menina é um delicioso petisco. Se eu agir rápido posso saborear sua avó e ela como sobremesa." Então o Lobo disse: - Escute Chapeuzinho, você já viu que lindas flores há nessa floresta? Por que você não dá uma olhada? Você não está ouvindo os pássaros cantando? Você é muito séria, só caminha olhando para a frente. Veja quanta beleza há na floresta... Chapeuzinho então olhou a sua volta, viu a luz do sol brilhando entre as árvores, viu como o chão estava coberto com lindas e coloridas flores, e pensou: "Se eu pegar um buquê de flores para minha avó, ela vai ficar muito contente. E como ainda é cedo, eu não vou me atrasar." E, saindo do caminho, entrou na mata. E sempre que apanhava uma flor, via outra mais bonita adiante, e ia atrás dela. Assim, foi entrando na mata cada vez mais. Enquanto isso, o Lobo correu à casa da avó de Chapeuzinho e bateu na porta Quem está aí? - perguntou a velhinha. - Sou eu, Chapeuzinho Vermelho! - falou o Lobo disfarçando a voz - Vim trazer um pedaço de bolo e uma garrafa de vinho. Abra a porta para mim! - Levante a tranca, ela está apenas encostada. Não posso me levantar pois estou muito fraca. - respondeu a vovó. O Lobo entrou na casa, e antes que a vovó pudesse dizer qualquer coisa, engoliu-a inteira. Depois vestiu as roupas dela, colocou sua touca de dormir na cabeça, deitou-se na cama, fechou as cortinas, e ficou esperando Chapeuzinho Vermelho. ... E Chapeuzinho continuava colhendo flores na mata. Foi só quando não podia mais carregar nenhuma, que lembrou da avó. Então retomou o caminho para a casa dela. Quando ela chegou lá, para sua surpresa, encontrou a porta aberta. Ela caminhou até a sala, e tudo parecia tão estranho, que pensou: "Oh, céus, por quê será que estou com tanto medo? Sempre me sinto tão bem na casa da vovó..." Então ela foi até a cama da avó e abriu as cortinas. A vovó estava lá deitada, com sua touca escondendo parte do rosto. Ela parecia muito estranha... - Vovó! Por que a senhora tem orelhas tão grandes? - perguntou então Chapeuzinho. - É para te ouvir melhor. - Vovó! Por que a senhora tem olhos tão grandes? - É para te ver melhor. - E suas mãos, vovó, por que são tão grandes? - São para te abraçar melhor. - Credo, vovó! Por que a senhora tem essa boca grande e horrível? - É para te comer melhor! - e dizendo isto o Lobo saltou sobre a indefesa menina e engoliu-a de um só bote. Depois que encheu a barriga, ele voltou à cama, deitou, dormiu, e começou a roncar muito alto. Um caçador, que ia passando ali perto, escutou e achou estranho que uma velhinha roncasse tão alto. Então ele decidiu ir dar uma olhada. Ele entrou na casa, e viu deitado na cama o Lobo que ele procurava há muito tempo. E o caçador pensou: "Ele deve ter comido a velhinha, mas talvez ela ainda possa ser salva. Não posso atirar nele." Então ele pegou seu facão, e abriu a barriga do Lobo. Quando começou a cortar, viu surgir um chapeuzinho vermelho. Ele cortou mais, e a menina pulou para fora exclamando: - Eu estava com muito medo! Dentro da barriga do lobo estava muito escuro! E assim, a vovó foi salva também. Então Chapeuzinho pegou algumas pedras grandes e pesadas e colocou dentro da barriga do lobo. Quando o lobo acordou e viu todos ali, tentou fugir. Mas as pedras estavam tão pesadas que ele caiu no chão e morreu. E assim, todos ficaram aliviados por se livrarem do perigo. O caçador pegou a pele do lobo. A vovó comeu o bolo e bebeu o vinho que Chapeuzinho havia trazido, e Chapeuzinho disse para si mesma: "Enquanto eu viver, nunca mais vou desobedecer minha mãe e desviar do caminho, nem andar na floresta sozinha e por minha conta."

BIOGRAFIA DE ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY

Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry (29 de junho de 1900, Lyon - 31 de julho de 1944, Mar Mediterrâneo) foi um escritor, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial, terceiro filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe. Apaixonado desde a infância pela mecânica, estudou a princípio no colégio jesuíta de Notre-Dame de Saint-Croix, em Mans, de 1909 a 1914. Neste ano da Primeira Guerra Mundial, juntamente com seu irmão François, transfere-se para o colégio dos Maristas, em Friburgo, na Suíça, onde permanece até 1917. Quatro anos mais tarde, em abril de 1921, Antoine inicia o serviço militar no 2º Regimento de Aviação de Estraburgo, depois de reprovado nos exames para admissão da Escola Naval. A 17 de junho, obtém em Rabat, para onde fora mandado, o brevê de piloto civil. No ano seguinte, 1922, já é piloto militar brevetado, com o posto de subtenente da reserva. Em 1926, recomendado por amigo, o Abade Sudour, é admitido na Sociedade Latécoère de Aviação, onde começa então sua carreira como piloto de linha, voando entre Toulouse, Casablanca e Dacar na mesma equipe dos pioneiros Vacher, Mermoz, Guillaumet e outros. Foi por essa época, quando chefiou o posto de Cap Juby, que os mouros lhe deram o codinome de senhor das areias. Faleceu durante uma missão de reconhecimento sobre Grenoble e Annecy. Le Petit Prince, conhecido como O Principezinho em Portugal e O Pequeno Príncipe no Brasil, é um romance que foi publicado em 1943 nos Estados Unidos. Foi escrito durante o exílio nos Estados Unidos, quando teria feito visitas ao Recife. A princípio, aparentando ser um livro para crianças, tem um grande teor poético e filosófico. É o livro francês mais vendido no mundo, cerca de 80 milhões de exemplares, e entre 400 a 500 edições. Também se trata da terceira obra literária (sendo a primeira a Bíblia e a segunda o livro o peregrino) mais traduzida no mundo, tendo sido publicado em 160 línguas ou dialetos, uma das 11 línguas oficiais da África do Sul. O pequeno príncipe pode parecer simples, porém apresenta personagens plenos de simbolismos: o rei, o contador, o geógrafo, a raposa, a rosa, o adulto solitário e a serpente, entre outros. O personagem principal vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões, dois ativos e um extinto. Tinha também uma flor, uma formosa flor de grande beleza e igual orgulho. Foi o orgulho da rosa que arruinou a tranquilidade do mundo do pequeno príncipe e o levou a começar uma viagem que o trouxe finalmente à Terra, onde encontrou diversos personagens a partir dos quais conseguiu repensar o que é realmente importante na vida. O romance mostra uma profunda mudança de valores, e sugere ao leitor o quão equivocados podem ser os nossos julgamentos, e como eles podem nos levar à solidão. O livro leva a reflexão sobre a maneira de nos tornamos adultos, entregues às preocupações diárias, e esquecidos da criança que fomos e somos.